sexta-feira, abril 08, 2011

E assim foi...



...quando pensei que tinha chegado ao fim. Mas não demorou muito até perceber que havia apenas retornado a estaca zero. É difícil, eu sei, mas ninguém me disse que seria fácil. Pelo contrário, ouvi muito a frase: "Desista, você não merece, não vale a pena.", e aqui estou eu. Bem, eu não desisti e nem pretendo.
Tudo aquilo foi estranho. Eu me aproximei, chamei seu nome e fui ignorado. Corri desesperadamente para alcançá-la e ao chegar perto não parei, corri ainda mais e estaquei à sua frente. Ela não esperava por isso, ofegante e quase sem ar, utilizei o pouco que me restava e a beijei. Não imaginava que fosse ser correspondido, pelo contrário, já esperava um tapa ou um empurrão, mas isso não ocorreu.
Ela se afastou por um instante, me olhou nos olhos e disse: "Porque você demorou?".
Bem, meu cérebro havia parado momentos antes quando comecei a correr, apenas me deixei levar pelo instinto e a beijei novamente, senti o calor do seu corpo junto ao meu e seus lábios quentes dançavam junto aos meus numa sincronia perfeita, esplêndida. Meu coração acelerou e me lembrei que não o sentia assim desde aquele dia embaixo daquela árvore.
Cogitei perguntar-lhe sobre nós e ela se foi, nem sequer olhou para trás. E eu, bem, eu disparei pelo caminho a correr e correr por lugares que não me lembrava que existiam. Sempre que meus olhos se encontravam com os dela eu estagnava, ela se aproximava e desaparecia novamente.
Em dado momento, eu já demasiadamente exausto, me deixei cair sobre o chão e ofegante fiquei ali cabisbaixo, impotente. Foi quando senti alguma coisa tocar meus ombros. Já sem forças apenas desviei o olhar e, como se tivesse tomado uma injeção de adrenalina eu me senti forte novamente. Eu estava quente, meu corpo todo fervia e minhas mãos se encontraram com as dela. 
Ela me tomou nos braços e me aproximou junto ao seu peito dizendo: "Eu estou aqui, estive aqui todo esse tempo. Esperando enquanto aquele menino que mora aí dentro não voltava...".
Sem muito o que dizer eu apenas abracei-a bem forte e sussurrei que a amava. Me desculpei pela demora e ficamos ali sentados no ermo. Senti como se o mundo fosse nosso e adormeci.
Acordado abruptamente, senti um força tomar meu corpo, surgiu-me um longo suspiro seguido de dor e senti a vida partindo...
Acordei com uma forte dor no peito, era taquicardia, minha respiração falhava e eu estava sozinho deitado no sofá no meio da sala. Foi apenas um sonho...




Meninniinho™ | Ian Calmon Alexandre

Nenhum comentário:

Postar um comentário