quinta-feira, novembro 26, 2009

Quando eu menos esperar terei partido.

E quando menos esperar,
Perceberei que a vida foi tão docemente gentil,
Que tamanha gentileza me fez pela primeira não perceber o que acontecia ao meu redor.
Tudo foi tão lindo, tão maravilhoso, que cheguei por vezes a pensar que o mundo era outro
E que tudo que estava aqui, era meu mundo, meu refúgio.
Agora porém não sei ao certo o que acontece, nem porque acontece.
Sei apenas que o mundo continuou inovando-se enquanto o Meninniinho que dizia: "Reinvente-se", hoje não sabe o que mais fazer. Ele apenas continua reinventando-se.
Porém ele é Humano e o Ser-Humano não é perfeito.
Um dia ele há de falhar docentemente levando consigo, não apenas a imagem da queda, mas também a satisfação de ter caído reinventando-se.
A satisfação de ter sido um Meninniinho da Lua sempre Nova, ter se perdido em meio ao Eclipse de um Amanhecer. E ao Crepúsculo mais belo, ter vivido essa vida de reinvenções diante de um Sol da meia noite.

Aguente firme coração. Mesmo que ainda frágil, você está nas mãos de quem o ama.
Eu sempre soube. Eu sempre sei. Para meu azar eu sempre sei; mesmo que não queira...

Meninniinho
- Sol da Noite -
Ian Calmon Alexandre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário